terça-feira, 24 de novembro de 2009

Obesidade & Cortisol

O nível e a função dos hormônios encontram-se alterados na obesidade. Não é conhecido se as modificações são meramente adaptativas e fisiológicas ou se possuem algum papel na gênese ou perpetuação da obesidade.
Vários estudos comprovam que há uma maior ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) em pacientes obesos, particularmente naqueles com distribuição central de gordura.
Há maior freqüência na liberação de pulso de ACTH, mas o nível basal é normal. Não é conhecido se esta alteração influencia a liberação de cortisol pelas glândulas adrenais.
Em um estudo realizado por LOTTENBERG e cols. sobre a farmacocinética de cortisol na obesidade foi demonstrado que o clearance metabólico de cortisol (volume de plasma que fica livre do hormônio) tem forte correlação com a quantidade de gordura abdominal. Logo quanto maior a quantidade de gordura abdominal, maior o clearence metabólico de cortisol, resultando em redução dos níveis plasmáticos, e maior estimulo do eixo HHA.
Logo conclui-se que de acordo com a literatura que apesar de não haver hipercortilismo bioquímico, o hipercortilismo funcional presente na obesidade abdominal poderia contribuir para a síndrome metabólica, cujas características se assemelham em muito às manifestações clinicas da síndrome de Cushing.
Esse fato se deve a um aumento da atividade glicocorticóide da gordura abdominal devido a maior ativação local da 11-beta-hidroxiesteroide, que catalisa a interconversão de cortisona para cortisol nas células-alvo.

Site pesquisado: www.rgnutri.com.br

domingo, 22 de novembro de 2009

Semelhança entre Aldosterona e Cortisol

Todos os glicocorticóides têm alguma atividade mineralocorticóide. Isso ocorre porque o hormônio mineralocorticóide aldosterona é semelhante químicamente ao cortisol.


Confira:






(ALDOSTERONA)



(CORTISOL)

Com isso, eles têm atividade parcial nos receptores do outro.

Como são sintetizados os corticóides?






Os corticóides são hormônios esteróides, ou seja, são sintetizados a partir do colesterol.




A ligação com as células das glândulas adrenais se dá por meio de receptores de membrana específicos, com posterior endocitose das vesículas (de HDL e LDL). Dentro da célula, os componentes vesiculares são digeridos por lisossomos, sendo o colesterol, então, liberado de sua ligação com os transportadores.
A partir daí, tal molécula pode seguir dois caminhos dentro da célula: permanecer no interior dos vacúolos digestivos na forma esterificada ou seguir a via biossintética dos hormônios corticóides.




De 60 a 80% do colesterol utilizado na gênese dos corticóides vêm das vesículas de HDL e LDL.




Quando se tem estímulos de ACTH ( jajá vai ser explicado melhor), o colesterol estratificado armazenado é o precursor mais importante.








Os glicocorticóides





A produção desses corticosteróides é regulada pelo hipotálamo, em função de diversos estímulos. Os principais estímulos são: o estresse e o ciclo circadiano.





Esse estresse pode ser causado por diversos fatores: infecções, traumas, cirurgias, partos, ansiedade, competição, depressão, exercício físico, hipoglicemia, queimaduras, exposição ao frio e hipertermia, e outros.





O ciclo circadiano é um mecanismo do corpo para ajustar o relógio biológico. Esse nosso “relógio biológico” faz com que a secreção noturna de ACTH (será explicado abaixo) e de cortisol (principal glicocorticóide) se faça de modo pulsátil, alcançando seu nível mais baixo na primeira metade da noite, aumentando rapidamente ao aproximar-se o despertar, quando sua secreção é máxima.







Então, esses estímulos vão ativar o hipotálamo, que irá secretar o CRH, que fará com que a adenohipófise secrete ACTH que ativará a glândula adrenal para produzir glicocorticóides.





Para o controle de produção dos glicocorticóides temos o “ feed-back ” negativo, ele tenta ir contra o evento que está acontecendo e estabelecer a homeostasia ou equilibrio do meio interno. Ou seja, níveis elevados de corticosteróides têm um efeito inibitório, formando um circuito de “feed-back ” negativo responsável pelo controle deste mecanismo.











Os mineralocorticóides





à A secreção de aldosterona (principal mineralocorticóide) é primariamente regulada pelo sistema renina-angiotensina e pelas concentrações séricas de potássio. Nas situações em que ocorre redução de volume intravascular , da pressão de perfusão renal ou da carga filtrada de sódio ocorre estímulo à produção de renina no rim.


A renina transformará o angiostênio ( produzido no fígado) em angiostenina I ( que depois virará II e III), e a angiostenina liga-se a receptores específicos na zona glomerulosa, para estimular a produção da aldosterona.








sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Efeitos dos glicocorticóides sobre o crescimento



Dentre os vários efeitos provocados pelos
glicocorticóides, o impacto no crescimento é digno
de nota. Crianças que tomam GC por longos períodos
e em doses altas apresentam, invariavelmente,
comprometimento estatural. Isto é compreensível
quando recordamos o efeito catabólico desses
compostos, mas vários outros pontos de ação
atuam prejudicando o crescimento. O prejuízo é
maior em fases de crescimento acelerado, como
dos 5 aos 7 anos e no estirão pubertário . Apesar
de agudamente os GC estimularem a secreção de
GH, seu uso crônico bloqueia em vários pontos o
crescimento normal:
  • Aumentam o tônus somatostatinérgico, reduzindo a
secreção hipofisária de hormônio de crescimento;
  • Os GC provocam redução dos receptores de
hormônio de crescimento, tanto no fígado quanto
no próprio osso. Este efeito pode
ser avaliado pela dosagem da proteína ligadora de
hormônio de crescimento (GHBP) que é o próprio
domínio extra-celular do hormônio de crescimento;
portanto antes de começar um tratamento com GC é
importante analisar cuidadosamente os beneficios que esses
medicamentos podem trazer já que os efeitos colaterais são muito grande.

Texto baseado no artigo: Corticoterapia e suas repercussões: a relação custo–benefício.
Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança Prof. Pedro de Alcantara do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil

Hiperaldosteronismo


A aldosterona é um mineralocorticóide produzido na zona glomerulosa da glândula adrenal , participa no equilíbrio dos minerais e dos líquidos do organismo. Esta substância desempenha a sua função nos rins, onde favorece a reabsorção de sódio e a eliminação de potássio pela urina, o que provoca um aumento da retenção dos líquidos no organismo e, consequentemente, um aumento da pressão arterial.

O hiperaldosteronismo é uma doença caracterizada pelo excesso de aldosterona, esse excesso pode ser provocado por varias causas, assim é possível distinguir dois tipos da doença.

1.0 hiperaldosteronismo primário costuma ser provocado pelo desenvolvimento de um tumor no córtex supra-renal, produzindo aldosterona que escapa ao normal mecanismo de controlo

2. No hiperaldosteronismo secundário, a causa é uma alteração no complexo mecanismo que controla a produção de aldosterona, nomeadamente um aumento da produção renal de renina.

A consequência mais grave da doença é a hipertensão arterial, apresentando sintomas característicos como dor de cabeça, palpitações, náuseas e tonturas.
Caso a hipertensão seja muito intensa e não seja corrigida com o tratamento adequado, costuma provocar, a longo prazo várias complicações entre as quais se destacam a insuficiência cardíaca e os acidentes vasculares cerebrais. O aparecimento de sintomas que indicam uma redução da concentração de potássio no sangue, alterações neurológicas, bem como formigueiros, debilidade muscular e paralisia também podem surgir já que a aldosterona tem a função de promover a eliminação de potássio através da urina.
Tratamento
O tratamento do hiperaldosteronismo compreende em medidas destinadas a controlar a pressão arterial e favorecer a eliminação de líquidos. A terapêutica mais importante corresponde à administração de diuréticos, cujo tipo e doses devem ser especificamente selecionados conforme cada caso.
No caso da doença provocada pela existência de um tumor nas glândulas supra-renais, a cura total pode passar pela sua extração cirúrgica.

domingo, 15 de novembro de 2009

Funções e como atuam os Glicocorticóides e os Mineralocorticóides

OS MINERALOCORTICÓIDES:

(Aldosterona)

Os mineralocorticóides são produzidos na zona glomerulosa. A aldosterona é o seu principal representante. A aldosterona está envolvida na regulação da homeostasia dos ions sódio e potássio, e desta forma, no volume intravascular. A secreção de aldosterona é primariamente regulada pelo sistema renina-angiotensina e pelas concentrações séricas de potássio. Nas situações em que ocorre redução de volume intravascular (Ex. grandes sangramentos), da pressão de perfusão renal ou da carga filtrada de sódio ocorre estímulo à produção de renina pelo aparelho justaglomerular do rim. A renina transforma o angiotensinogênio pelo fígado em angiotensina I, que por sua vez é transformada em angiotensina II pela enzima conversora da angiotensina. A angiotensina II liga-se a receptores específicos na zona glomerulosa, para estimular a produção da aldosterona.

FUNÇÕES:

Têm a capacidade de realizar o balanço eletrolítico dos líquidos extracelulares, regulando as quantidades de sódio e potássio em particular.




OS GLICOCORTICÓIDES:
(Cortisol)





O cortisol é produzido na zona fasciculada e é considerado o principal glicocorticóide endógeno, sendo indispensável para o funcionamento normal de todas as células do nosso organismo.
Os glicocorticóides exercem os seus efeitos ativando um receptor intracelular de glicocorticoide (GR), presente em níveis significativos em todas as células. Estes se localizam no citoplasma das células, e se translocam para o núcleo, quando ligados ao cortisol. O GR, então se liga a genes-alvos, ativando ou suprimindo a transcrição de genes relacionados às ações do cortisol.
A produção do cortisol é regulada pela liberação do hormônio liberador da corticotropina (CRH) do hipotálamo e do hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) da glândula pituitária.



FUNÇÕES:


Os glicocorticóides atuam no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas estimulando a gliconeogênese, aumentando a produção de glicogênio e também a sensibilidade dos tecidos à insulina, ativam a lipólise e faz ocorrer a redistribuição de gordura. Também atuam no Sistema Imune sendo utilizados como antiinflamatórios, bloqueiam ou retardam etapas do processo inflamatório, inibem produção de citocinas que ativam o sistema imunitário e diminuem expansão das células T e B.



Porém, em excesso, os glicocorticóides podem causar danos: leva a uma perda de colágeno e tecido conjuntivo e inibe a formação do osso, diminuindo a proliferação de células, colágeno e proteínas. Além disso, na infância, pode prejudicar o crescimento.













quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Qual a relação entre hormônios da tireóide e corticoesteróides?

Algumas pessoas devem ter feito essa pergunta quando viram esse blog, qual é a relação afinal entre esses hormônios?
Bem, os hormônios da tireóide e os corticoesteróides, ou corticóides, atuam no núcleo, no DNA. Eles regulam a expressão gênica.
Os hormônios não-esteroidais têm receptores de membrana e desencadeiam uma cascata enzimática.
Por isso essa ligação entre esses hormonios.